domingo, 13 de julho de 2014

Uma historinha para recomeçar...

E lá vamos nós... (quase um 'era uma vez')

Há um ano comecei a viver o pior período da minha vida: meu pai foi internado devido uma dor nas costas. Fez tomografia e descobriu que tinha um tumor. Três meses depois, após três sessões de quimioterapia, ele partiu.

Sim! Resumi aqueles três meses em três linhas, pois - ainda - não estou preparada para escrever sobre aquele período.

Com a morte do meu pai, meu mundo desabou. Passei a me sentir completamente sozinha. Explico: apesar de ter mãe, irmã, amigos, namorado, parentes, colegas de trabalho e alunos, eu perdi aquele:
  • com quem falava todos os dias por volta das 11 horas (intervalo dele no trabalho);
  • que me incentiva a fazer sempre o melhor;
  • que me ouvia sempre que eu precisava falar;
  • com quem fazia planos a curto, médio e longo prazo;
  • que entendia os meus pensamentos confusos e achava tudo normal;
  • que era meu ídolo e minha referência. Aquele que era mais próximo do que sou;
  •  com quem eu me sentia sempre bem. SEMPRE!
A partir daquela segunda-feira, eu me perdi.



(E aqui faço uma pausa para representar os oito meses que passaram desde aquela segunda-feira. Ainda não estou pronta para escrever sobre eles também)



Hoje, acordei com vontade de escrever. Mais do que isso. Acordei me sentindo renovada. Como se na noite passada eu tivesse encontrado com meu pai e matado a saudade que me corrói um pouco mais a cada dia. Não sei se sonhei com ele ou se ele esteve aqui comigo ou se imaginei tudo isso, só sei que hoje acordei com uma vontade enorme de seguir em frente!

Mas como seguir em frente sem ele? Como agir sem seus conselhos? Como planejar sem sua orientação? Essas e tantas outras perguntas foram surgindo e as respostas, para elas, também! ;-)

Pode parecer contraditório, mas para seguir em frente, refazer meu mundo, cheguei a conclusão que não posso deixar de fazer o que fazia com/para ele (1). E, para dar o pontapé inicial de uma vida só (leia: sem meu pai), resolvi fazer algo que jamais imaginei com ele (2).

(1) Meu pai sempre foi meu leitor mais fiel. Sempre acompanhou o blog, compartilhava meus textos. E eu amava aquela 'tietagem'. Tanto que escrevi e compartilhei textos (vários) só para ele... Por isso - e em homenagem a ele - volto a escrever com regularidade.
Obs: Sempre disse que as minhas incertezas e minhas felicidades eram o que me faziam escrever. Hoje tenho muito mais incertezas que felicidades. Espero - em breve - inverter essa conta.

(2) Vou me jogar no mundo! Sim!
Como assim? Vou viajar! E sozinha! Para lugares onde nunca estive. Vou conhecer novos lugares, novas pessoas e novas culturas.
Estar sozinha, a partir de hoje, não será mais sinônimo de 'estar abandonada'. significará - para mim - 'estar solta'.


Assim, mantenho minha essência e posso construir um mundo maior e melhor para mim!


Ah! Falei tanto do meu pai. E falarei muito mais. Quer conhecê-lo um pouquinho? Clica aqui!






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