quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Análise de 2014

Começou ruim

Piorou

Ficou um pouco melhor

Melhorou

Melhorou mais um pouquinho

Voltou a ficar ruim

Melhorou

E...

A partir de agora,
o sobe e desce, 
só interessa,
se for o do dólar!

sábado, 13 de dezembro de 2014

O que mudou em 2014... Um trem

Com a morte do meu pai em outubro do ano passado, eu me coloquei no automático e me arrastei até o fim do ano. Depois, me arrastei pelas férias. Só em fevereiro, com o retorno ao trabalho (e com a volta das crises de TGA), eu me dei conta de que precisava fazer algo por mim. Mas, estar no automático era tão cômodo que continuei relutando para não fazer nada... A zona de conforto estava tão acolhedora que parecia ainda ter meu pai comigo. O TGA piorou, as relações familiares se desgastaram ainda mais, o trabalho deixou de ser o lado saudável da minha vida e... eu continuava no automático!

Como escrevi numa outra postagem algo aconteceu e voltei a escrever. E a fazer planos. E um desses planos era de uma viagem.

Enquanto planejava a viagem, fui atrás de diversos guias. Lia-os. Devorava-os. Até que uma atração me chamou a atenção... E, mudou meu ano e, definitivamente, minha vida.

"Tren a las nubes" - Salta, Argentina. Viagem de, aproximadamente, 15 horas, percorrendo 434 km, atingindo uma altitude de  4.200 m. O trem passeia entre as montanhas da Cordilheira dos Andes, atravessando a Quebrada Del Toro, até o Viaducto La Polvorilla. Fica por lá cerca de 40 min e retorna. Além da paisagem, o que mais oferece? Nada! É só isso. São 15 horas (ida e volta) dentro de um trem, vendo a paisagem passar, enquanto o trem sobe, sobe, sobe... até atingir o seu destino.

E como um negócio desse mudou minha vida? Explico:

Em um dos guias que li, infelizmente não me recordo mais em qual, a descrição do trem, da linha férrea e do passeio em si é tão perfeita - e bucólica - que me encantou. Foi isso que me aconteceu? Não! Há, na descrição do passeio, um trecho que diz algo mais ou menos assim: 

"Atingindo certa altura, a locomotiva não tem mais força para puxar os vagões. O trem para. A locomotiva manobra, dirigindo-se para o fim da fila dos vagões e, a partir daí, ao invés de puxar, a locomotiva empurra os vagões, obrigando-os a subir até o ponto final do passeio."

Pronto! Aquilo revirou-me por dentro. Eu me vi naquela locomotiva. Eu era aquela locomotiva. Quando não estava puxando algo/alguém 'pra cima' estava empurrando-os para o alto. Não importava o sacrifício. Fazia isso com meus alunos, com meus amigos, com meus parentes e com meu namorado.

Aquela história mexeu tanto comigo que na aula seguinte já deixei claro aos meus alunos que minha postura com eles iria mudar. A partir dali não levaria ninguém para o alto comigo. Só quem quisesse. E quem não fosse 'peso em excesso'. Pedi o desligamento de um deles. Fiz relatório desfavorável (porém realista) e impedi a efetivação de outros.
E, assim, como uma locomotiva, fui 'dando cabo' a todo peso extra que eu vinha puxando/empurrando.

Coloquei fim num relacionamento que já deveria ter acabado a muito tempo. Fiz por ele muito mais que deveria. E passei a avaliar o porquê de não ter dado certo. Aceitei que o que era, até então, preconceito dos outros, na verdade, era diferença demais a ser sustentada. Eu, na segunda faculdade, com duas pós concluídas; ele, ensino médio. Eu, carreira profissional estruturada; ele, dono de boteco, lavando copo e aguentando bêbado para pagar as contas no fim do mês. Eu, querendo conversar sobre filosofia, tecnologia ou qualquer assunto que fosse; ele, sobre futebol e bunda. Eu, mundo; ele, Suarão... Não dava mais pra empurrá-lo para o alto, nem puxá-lo para perto de mim. Havia uma distância grande demais. Deixei-o no meio do caminho.

Ao deixá-lo, fui 'obrigada' a deixar alguns amigos também, que junto ao namorado, faziam peso extra.

Isso abriu espaço aos amigos que são leves e me fazem bem! Aqueles que, quando eu preciso, podem dar aquele empurrãozinho para eu continuar em direção ao topo (hahaha).

E, o melhor! Livrar-me de excesso de peso, do esforço desnecessário, tanto na vida profissional quanto pessoal, deixou-me muito mais leve e trouxe-me novas parcerias. Cinco meses após esse trem passar por mim, estou "bem, obrigada".

Obs: Estou indo para a Argentina, mas não vou a Salta. O trem não funciona de dezembro a março. Uma pena, pois eu queria presenciar isso aqui, oh: o trem que mudou minha vida

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Será que dessa vez - voltar a escrever - vai?

Os meus trabalhos (remunerados) estão, todos, ligados à produção textual. Num deles faço produção de material didático e elaboro relatórios (e mais relatórios); num outro, escrevo contos e crônicas sobre temas pré-determinados. Ainda escrevo roteiro/pauta para o site que uns amigos possuem sobre tecnologia. Enfim, escrever faz parte da minha vida profissional.
Da vida pessoal, sempre fez. Mentira! Em alguns momentos fez. Para escrever, tenho dois estímulos: a felicidade e a incerteza. Como essas duas, em minha vida, sempre andaram juntas (irmãs siamesas, talvez), alterno períodos de grande produção "literária" com excesso de papel em branco...

Hoje, após uma noite estranha, com sonhos estranhos, acordei com a sensação de que tinha a 'obrigação' de colocar algo pra fora. Às sextas-feiras, trabalho somente de manhã. E hoje, especificamente, não tinha absolutamente nada, NA-DA,  do trabalho, para fazer... Aproveitei esse momento de ócio 'remunerado' e o usei a meu favor: meia hora depois, tinha em minha frente, rabiscado numa folha oficial de prova do colégio um poema.

Há anos não escrevia poemas! E esse tem um "quê" especial. É, pra mim, a resposta às incertezas de alguém sobre a felicidade que, talvez, eu não consiga expressar. Complexo? Talvez...

A/C D/C

PARTE I - ANTES DE VOCÊ

A forma como vejo o mundo
É a mesma como o mundo me vê
Um reflexo imediato
Caótico, obscuro, injusto
Frio, sujo, envenenado
Sem futuro ...tão pouco rumo
Infeliz, cinza
Feio e soturno

E se há realmente um Deus
Único, verdadeiro e absoluto
É através da Natureza
De Sua beleza e pureza
Que Ele existe e se expressa
Com a precisão positiva da energia vital
Que cria, transforma
Nasce, morre, renasce, reage ...se move

Creio em nada
Acredito em ninguém
Felicidade inexiste
Sob esse ponto de vista

PARTE II - DEPOIS DE VOCÊ

Mas quando penso em você
Quando te vejo
Quando me lembro do teu sorriso
Quando estou na sua presença
E ouço tua voz
E com tua beleza me contemplas
O brilho resultante da fórmula da tua existência
Tua forma + (mais) teu conteúdo (=  TEU BRILHO)
Me enche de vida
Me enche de alegria
Me transforma
Me transporta
E é para onde a tua luz habita
Cheio de amor, cheio de graça, cheio de saúde e de vida
Cheio da mais bela cor
Que salta do olhos
É que me levas

Você me faz querer
Você me faz viver
Me faz chorar
Me faz sofrer
Me faz te amar, te sentir
Me faz acordar por você
E a cada dia para você
Eu existir e ser

E cada vez mais e mais
Precisar e querer
Estar com você
Viver com você
Criar, construir, conquistar
E definitivamente
Para todo o sempre
No teu caminho e a teu lado seguir

Tudo o que tenho
De mais importante e valioso
Tudo o que desejo 
De mais sincero e verdadeiro
É VOCÊ!

E todo meu amor
E tudo de melhor e mais especial que tenho
Que posso ser e oferecer
Ofereço a VOCÊ!



Que de hoje em diante, não haja dúvidas, e, se houver, que eu possa esclarecê-las... Escrevendo... ;)