Sigo – e ADORO – o blog “Reticência Vertical”, da fofíssima Marinha, com quem tive a oportunidade de trocar alguns e-mails para colaborar com um dos seus trabalhos de faculdade. Vi, em uma de suas postagens recentes que ela estava lendo ‘Comer Rezar Amar’. Achei interessante aquele livro ressurgir pra mim... Há algum tempo escrevi que havia ido ao cinema assistir ao filme de mesmo nome e o relacionei com uma música da qual gosto muito. Enfim...
Antes de sair de férias, pedi aos meus amigos no “Cara Livro” sugestões de livros, pois tinha a intenção de passar os dias largada na praia, deitada numa deliciosa sombra de algum Chapéu-de-sol lendo, apreciando a vista, dormindo... muitos livros foram sugeridos, mas nenhum me chamou a atenção verdadeiramente. Enfim...
Quando arrumava minha mala para a tão desejada viagem, eis que esse livro escrito por Elizabeth Gilbert cai – LITERALMENTE – em minha cabeça. Minha mãe o havia ganhado no Natal de 2008 e ele estava guardado em meio as minhas coisas (?!?!?). Achei que isso era um ‘segundo sinal enviado do Cosmos’ para que aquele fosse meu livro de férias. Aceitei-o e o coloquei na mala... Embarcou comigo rumo a Ilhabela! Enfim...
Em meu segundo dia oficial de férias, fui nadar em um poço de uma bela cachoeira no “Parque Estadual de Ilhabela” enquanto o mundo inteiro assistia ao jogo Santos X Barcelona. A água estava tão gelada, apesar de o dia estar muitíssimo quente já às 9h da manhã. Joguei-me naquela água cristalina com o pensamento “sai ZICA que não me pertence e siga o curso da cachoeira até encontrar o mar!”, mas, enfim...
Chutei uma pedra e quebrei o segundo dedo do pé esquerdo. Que dor! Que dor! Que dor!
Com isso, precisei trocar a sombra de uma árvore na praia pelo balanço da rede na varanda de casa... Logo, a leitura foi iniciada e terminada em apenas 1 semana!
O que dizer do livro? FANTÁSTICO! Queria muito poder ter um lápis e grifar alguns trechos que pareciam ter sidos escritos para mim. Na verdade, lápis havia, mas o livro não era meu... kkk
Um dos trechos, em que a personagem sobe ao telhado do templo na Índia para que sua ‘alma’ encontre a ‘alma’ de seu ex-marido para que um perdoe o outro e, assim, possam cada um seguir o seu caminho (já que na ‘vida real’ isso jamais aconteceria), marcou-me muito! Não sei se foi o vinho branco que havia tomado (tomo algumas pequenas taças durante as tardes quentes) ou se foi a vontade de me libertar da culpa/mágoa/ressentimento/dor/dúvida que o fim do meu último relacionamento deixou em mim e seguir meu caminho mais leve/segura/confiante/FELIZ, encarei, ali mesmo, na varanda de casa, aquele ritual. Foi tão mágico quanto o descrito no livro! Depois, dormi como uma criança e como há muito tempo não dormia! Não sei se algum dia conversaremos como ‘nossas almas’ conversaram, se um dia seremos amigos ou manteremos alguma relação com algum nome convencional dado pela sociedade tradicional, mas, de agora em diante, não importa, pois nossas almas se entenderam, perdoaram-se e seguiram cada uma o caminho escolhido pelos Cosmos... Enfim...
Hoje, sinto LEVE, FELIZ, CONFIANTE para seguir o meu NOVO caminho!
Que será percorrido assim que meu dedinho quebrado permitir!
Que os caminhos a serem percorridos em 2012 sejam repletos de sabores, cores, aromas, ornamentos, sensações e pessoas bacanas que façam dos caminhos prêmios tão maravilhosos quanto a vista do topo da montanha aonde desejo chegar!









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