Hoje é 13 de Maio, sexta-feira. Venho tentando construir um novo mundo para mim. E hoje, pensei em desistir. Que merda! (foi o meu pensamento) Nada da certo! Nada muda! Nada acontece! Joguei a toalha e fui almoçar...
Após comer, peguei o guardanapo que havia sobrado intacto sobre a bandeja e comecei a rabiscá-lo. Quando vi, tinha escrito 13 coisas que consegui mudar em mim que me fazem acreditar que o meu mundo (que não é o da Alice) está, sim, sendo construído! Fiquei tão feliz que melhorei os rabiscos e registrei-os aqui:
- Matriculei-me na auto-escola. Enfim, juntei coragem para dar tal passo em minha vida. Aceitei minhas limitações e medos e resolvi superá-los. Agora, falta o curso do CFC, as aulas práticas, os exames... mas já dei o primeiro passo. Claro que contei com a ajuda e com o empurrãozinho do meu PAI.
- Mudei de emprego. Depois de mais de 2 anos prestando serviço para a mesma empresa, assumi de vez as rédeas da minha vida profissional. Abri a minha própria empresa de treinamentos e passei a prestar serviços a várias outras empresas. Em 3 meses, consegui um contrato com uma instituição de prestígio (o que facilitará a obtenção de novos contratos) e que me trata como profissional.
- Passei a pensar - e planejar - o MEU futuro. Sempre fiz planos "coletivos". E, como não dependiam só da minha ação para serem realizados, muitos (quase todos) eram deixados para trás. Hoje, sei exatamente o que quero para mim e estou me colocando como prioridade na minha vida. Aceitei, enfim, que isso não é egoismo e, sim, amor-próprio.
- Voltei a estudar. Por medo do que os outros iriam falar, abandonei umas "ideias" que tinha sobre estudos. Resgatei-as! E, a partir de Agosto, volto à sala de aula, na condição de aluna, no curso de Meio Ambiente. Expansão do campo de atuação da "empresa".
- Fiz uma "poupança". Sempre fui muito econômica e consigo com facilidade fazer o meu dinheiro "render", mas sempre gastei o que conseguia fazer "chegar ao fim do mês". Agora, reservo uma parte do que ganho para uma poupancinha. Não é muito, mas é um começo. Numa necessidade, não passarei aperto e não precisarei recorrer a outras pessoas.
- Voltei a ler com frequência. Sempre gostei de ler, mas esse hábito estava abandonado por falta de tempo. Retomei-o. E isso tem me feito muito bem. Para não usar a desculpa da "falta de tempo", tenho carregado um livro comigo. Estou relendo o livro "Variações sobre o Prazer", cujo autor, Rubem Alves, foi-me indicado por um amigo.
- Perdi o medo de médico/hospital. Devido a problemas de saúde de pessoas próximas a mim, pude perceber que nossa saúde é o bem mais preciso que temos e ok, ok ok! Várias consultas com médicos de várias especialidades. Melhor prevenir que remediar, certo?
- Aderi aos exercícios físicos. A partir dos 30 anos, o corpo já não age - nem reage - como quando tinha 20... por isso, inclui a caminhada diária na minha vida. E estou feliz por isso.
- Desisti de "viver um amor". Amor não se vive. Amor se sente. E não da para senti-lo sozinha.
- Voltei a ser morena e estou deixando meu cabelo crescer. Durante muitos anos fui loira Já fui ruiva. Desde os 15 anos não tenho, em meus cabelos, a sua cor natural. Até os 15 anos, usava cabelos compridos e, desde então, são curtos. E já tive vários cortes, do batidinho aos ombros, passando pelos modernos e pelos tradicionais. Percebi que tantas mudanças no cabelo faziam parte da "fuga de mim mesma". Cortar os cabelos representava cortar os problemas, mas eles voltavam a crescer. Pintá-los mudava a embalagem, mas a insatisfação estava na essência...
- Busquei a Deus. Encontrei. Estou mais serena.
- Trouxe a música para os meus dias. Aprendi a ouvis coisas que não conhecia e, com isso, fui descobrindo o que gosto e o que não gosto. Durante muitos anos ouvi somente o que os outros gostavam. Meus dias são mais alegres!
- Voltei a acreditar na felicidade. A muito tempo passei a duvidar se ela existia mesmo, de tanto ouvir que não. Trouxe, com isso, o meu sorriso de volta. Com isso, as cores também voltaram a minha vida. E, com elas, os sonhos. E, com eles, a esperança. E, com ela, a vontade de realizar. E, com ela, o desejo de fazer desse meu novo mundo em construção o melhor mundo (pra mim!).

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